Quando falamos a palavra “cientista”, qual é a primeira imagem que vem à sua cabeça? Muitas pessoas associam a ideia de cientista a homens brancos, tal como Albert Einstein. No ano de 2024, as mulheres representaram 49% das publicações científicas brasileiras na plataforma Elsevier. Todavia, a presença crescente não significa a diminuição das desigualdades de oportunidades entre mulheres e homens, muito menos a redução da violência de gênero.
Considerando os impactos do machismo em nossa sociedade e na ciência, bem como iniciativas como a Lei nº 14.986/2024 — que torna obrigatória a presença de experiências e perspectivas femininas nos conteúdos curriculares dos ensinos fundamental e médio —, o artigo “Mulheres na cartografia”, publicado na coluna “Geoinformação” da CH 429, nos convida a debater sobre a presença e a contribuição das mulheres na Cartografia e nas Geociências.
Esta atividade pode ser desenvolvida para a 1ª série do ensino médio, no âmbito das discussões sobre cartografia, com duração de dois tempos de aula (não geminados).
No primeiro encontro, sugerimos dividir o quadro de giz em duas partes. Solicite que a turma escreva, de um lado, nomes de mulheres cientistas de qualquer área do conhecimento; do outro, nomes de cientistas homens. Após a participação de todos, cabe questionar a turma sobre a disparidade entre a quantidade de nomes em cada lado e as razões que a motivam.
Após o debate inicial, indicamos que a turma assista ao vídeo “Mulheres cientistas na História | Nerdologia História” e à reportagem “Mulheres na Ciência: pesquisadoras relatam misoginia na Academia” (ver abaixo em “Recursos utilizados”). Em seguida, deve-se realizar uma breve discussão a partir das seguintes questões:
– O que podemos entender por misoginia e machismo?
– Quais são os impactos contemporâneos das práticas machistas na história da ciência?
– Como observamos a misoginia e o machismo no conhecimento produzido nas escolas?
Como tarefa extraclasse, orientamos que cada estudante faça a leitura do artigo “Mulheres na cartografia”, publicado na CH 429, e realize uma pesquisa sobre a trajetória de uma das mulheres citadas no texto. Na aula seguinte, a turma apresentará suas impressões sobre a leitura e o resultado da pesquisa, além de elaborar estratégias para a divulgação do conteúdo aprendido entre as demais turmas da escola.
Nações Unidas (Artigo). Discriminação contra mulheres na ciência é resultado de séculos de patriarcado. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/221966-artigo-discrimina%C3%A7%C3%A3o-contra-mulheres-na-ci%C3%AAncia-%C3%A9-resultado-de-s%C3%A9culos-de-patriarcado . Acesso em março de 2026.
Superinteressante. 49% da ciência brasileira é feita por mulheres, mas elas ainda são menos influentes. Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/49-da-ciencia-brasileira-e-feita-por-mulheres-mas-elas-ainda-sao-menos-influentes/ . Acesso em março de 2026.
Presidência da República. Lei nº 14.986, de 25 de setembro de 2024. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14986.htm#:~:text=Altera%20a%20Lei%20n%C2%BA%209.394,Valoriza%C3%A7%C3%A3o%20de%20Mulheres%20que%20Fizeram . Acesso em março de 2026.