
A varíola está morta! Essa foi a chamada de capa do Boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS), em maio de 1980. Foi uma espécie de atestado de óbito de uma doença que dizimara milhões ao longo de muitos séculos (figura 1).
A varíola foi uma doença infecciosa grave, altamente transmissível de pessoa para pessoa, por meio das vias respiratórias ou do contato. O vírus da varíola permanecia incubado de sete a 17 dias no organismo infectado.
Em sua forma mais grave (major), a letalidade era de 30%, maior ainda em crianças, as principais vítimas da enfermidade. Em sua forma mais benigna (minor) a letalidade era de 1%. Mesmo não levando à morte, sequelas, como a cegueira, podiam ser graves e incapacitantes.
Características naturais da varíola teriam tornado possível sua erradicação: os seres humanos são os únicos hospedeiros, e só há um sorotipo viral. Além disso, a vacina era eficaz e se tornou mais barata, estável e segura ao longo do tempo.
Na década de 1960, o desenvolvimento da vacina liofilizada (desidratada) dispensou refrigeração e – por causa de novas tecnologias de vacinação, como a agulha bifurcada e o injetor a pressão manual – permitiu a vacinação em massa, inclusive em regiões aonde ainda não chegara a energia elétrica.
Gilberto Hochman
Casa de Oswaldo Cruz
Fiocruz
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