A narrativa da exploração humana, da autoexposição, da solidão e a sensação de premonição da própria morte em “O artista da fome”
A narrativa da exploração humana, da autoexposição, da solidão e a sensação de premonição da própria morte em “O artista da fome”
CRÉDITO: WIKIMEDIA COMMONS

Franz Kafka, conhecido por sua literatura desconcertante e absurda, nasceu em Praga, em 1883, e publicou seu primeiro livro em 1912, aos 20 anos de idade, em língua alemã. Seus escritos falam do inefável, da impossibilidade de uma vida organizada e estruturada e da hostilidade de um mundo que, muitas vezes, ele viu como demoníaco. Aqui nos interessa seu conto intitulado “O artista da fome”, publicado em 1922.
Nesse texto, o autor denuncia, além da solidão humana, um hábito europeu de criar espetáculos com pessoas que eram julgadas inferiores, estranhas e esteticamente diferentes, os freaks. Na categoria estavam os negros africanos e os portadores de alguma anomalia, como microcefalia, gigantismo, nanismo, hipertricose e outras síndromes genéticas ou congênitas.
Expostas como espetáculos freaks, várias pessoas tiveram suas vidas atravessadas por estigmas e preconceitos de toda ordem. As apresentações eram comumente abarrotadas por brancos europeus, curiosos e ávidos por conhecer e se divertir com os que eles consideravam aberrações.
Parece não haver, no Brasil, um estudo que ligue “O artista da fome” a esses espetáculos. No entanto, uma leitura atenta do conto, à luz das concepções eugênicas em voga na Europa, nos permite fazer essas ilações.
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