
A diversidade das pessoas — como se vestem, o que pensam e as formas como seus corpos se configuram e funcionam — é o que torna a sociedade interessante. Seria muito monótono se todos fôssemos iguais. Apesar das nossas diferenças, são iguais os nossos direitos de viver, conviver uns com os outros e interagir com tudo que o mundo tem a oferecer. Mas nem sempre foi assim…
Antes da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), nem todos tinham o direito de participar de atividades comuns na vida de qualquer cidadão. As pessoas com deficiência, por exemplo, eram uma parcela da população excluída da convivência coletiva. Eram consideradas loucas, doentes e, às vezes, até assustadoras e engraçadas. Tantos julgamentos ocorriam porque esses indivíduos tinham alguma característica em seu corpo que os fazia não enxergar, não escutar, não andar ou não pensar da mesma forma que a maioria. Seus corpos eram tidos como “anormais”, e essa ideia foi construindo barreiras para o acesso à escola, ao teatro, ao cinema, ao museu e a outras atividades permitidas à maior parte das crianças e dos adultos.
Jessica Norberto Rocha
Programas de Pós-Graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde e de Ensino de Biociências e Saúde
Fundação Cecierj e Fiocruz
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A análise da produção jornalística sobre ciência e da divulgação científica exige um olhar crítico baseado em evidências. Para promover uma discussão frutífera sobre o tema, não deve haver disputa de espaço e poder, mas uma postura conciliadora
A Conferência de Berlim, em 1885, é muito citada como o evento em que ocorreu a partilha do continente africano entre nações europeias. Mas documentos mostram que essa divisão não estava em pauta. Então, por que esse encontro ficou conhecido como a partilha da África?
Problema de saúde pública, a febre puerperal foi responsável por altas taxas de mortalidade materna no passado até que o médico húngaro Ignaz Semmelweis sugeriu, no século 19, que a infecção poderia ser evitada com simples procedimentos de higiene: lavar as mãos.
Pesquisa com trabalhadores de saúde mostra disparidades na contaminação por covid-19 relacionadas a determinantes sociais. Fatores como raça, escolaridade, renda, cargo e tipo de exposição estão significativamente associados à infecção pelo SARS-CoV-2
Estratégias desenvolvidas a partir de técnicas de engenharia genética para impedir que mosquitos transmitam o parasita causador da doença tiveram resultados promissores em laboratório e podem contribuir para reduzir o número de casos no mundo
O que aquela refeição que acaba queimada numa panela e o envelhecimento têm a ver? Ao longo da vida, nosso organismo também sofre uma ‘fervura’ silenciosa que pode causar várias doenças. Boa notícia: a ciência já é capaz de entender e diminuir essa ‘chama’.
Cientistas têm o dever de corrigir suas publicações sempre que necessário, mas essa prática ainda carrega um estigma. Aos poucos, essa cultura está mudando: as correções, principalmente, quando voluntárias e transparentes, estão sendo cada vez mais valorizadas
Os fenômenos do mundo macroscópico, em que vivemos, são bem diferentes daqueles que ocorrem com átomos e moléculas. Há uma sutil (e misteriosa) fronteira entre esses dois mundos, apresentada neste artigo, que comemora o Ano Internacional da Ciência e das Tecnologias Quânticas
Avaliações internacionais mostram que o conhecimento de matemática dos alunos brasileiros é baixíssimo no fim do ensino básico. Outro fato preocupante: as altas taxas de desistência nas graduações em matemática. Um novo exame pretende enfrentar o problema.
Seu prato de comida é bem mais do que aquilo que está nele. Ele reflete uma cadeia complexa de atividades – muitas delas, ainda prejudiciais para o meio ambiente. Mas a ciência, de forma interdisciplinar, já está mobilizada para resolver esses problemas.
O fenômeno – adaptação evolutiva crucial para proteger, de respostas imunes prejudiciais, órgãos e tecidos vitais, como olhos, placenta, cérebro e testículos – abre novas possibilidades para tratamentos mais eficazes contra o câncer e condições que envolvem o sistema imunitário.
Para entender melhor a complexidade e o desafio existencial que essa nova era significa para todas as espécies, é preciso rever enquadramentos disciplinares rígidos e mais tradicionais: geólogos, cientistas climáticos e cientistas sociais precisam trabalhar em conjunto
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