Adaptação para o cinema do clássico infantojuvenil, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos, preserva a perspicácia da trama original ao transportar a aventura criada por João Carlos Marinho para os dias atuais
Adaptação para o cinema do clássico infantojuvenil, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos, preserva a perspicácia da trama original ao transportar a aventura criada por João Carlos Marinho para os dias atuais
CRÉDITO: DIVULGAÇÃO
Eis que o clássico infanto-juvenil “O gênio do crime”, de João Carlos Marinho, ganha uma nova adaptação para o cinema. Mas, antes de falar sobre o longa (Paris Filmes) em si, cabem aqui algumas palavras sobre o livro. A obra foi lançada em 1969 e marcou a infância de algumas gerações de crianças, inclusive a minha. A história gira em torno de uma falsificação de figurinhas de um álbum com jogadores de futebol. A fraude quase leva a fábrica de figurinhas à falência, e, para impedir isso, um grupo de crianças tenta decifrar o mistério e capturar o responsável pela falsificação, o gênio do crime que dá título à obra.
Diferentemente dos detetives clássicos como Auguste Dupin, de Edgar Allan Poe (1809-1849); Sherlock Holmes, de Conan Doyle (1859-1930), ou Hercule Poirot, de Agatha Christie (1890-1976), os detetives na criação de Marinho são crianças, e isso é sem dúvida um grande atrativo para jovens leitores.
Além disso, o autor casou com maestria uma história de detetives, que em geral tem um viés racional e analítico, com as fortes emoções e paixões envolvidas quando se fala de futebol no Brasil. Vale lembrar que o livro começou a germinar logo após o bicampeonato mundial de 1962, e foi lançado pouco antes do majestoso tri de 1970.
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