Uma pesquisa, muitas vezes, começa a partir da curiosidade pessoal de um cientista ou de uma grande pergunta. A que orienta este artigo começou a ser formulada nos anos 1990: como certos animais se adaptam a incríveis condições do ambiente, como o frio congelante, baixíssima oxigenação, seca ambiental severa, elevadas temperaturas etc.?
São muitos os exemplos dessa resiliência: nos desertos norte-americanos, há espécies de sapos que se enterram por até dois anos, baixam o metabolismo e esperam a volta das chuvas. Fazem um tipo especial de hibernação: a estivação. Ocorre o mesmo na caatinga brasileira, onde algumas espécies de sapos que habitam leitos de rios temporários se enterram, nos meses sem chuva, quando os rios secam, a até dois metros de profundidade, à procura de solo úmido.
E os casos conhecidos de adaptações não param aí: nas regiões temperadas da América do Norte, muitos rios e lagos congelam. Mas o gelo fica na superfície. Quando cobre toda a extensão do corpo d’água, há um bloqueio da troca gasosa entre a atmosfera e a água. Com o passar das semanas, os organismos que ali estão consomem e escasseiam o oxigênio, criando assim um ambiente de hipóxia (com pouco ou nenhum oxigênio). Em combinação com a baixa temperatura desses locais, diversas espécies de répteis e anfíbios hibernam no fundo desses rios e lagos, em uma hibernação anaeróbia (sem oxigênio). É uma hipóxia natural e periódica.
Marcelo Hermes-Lima
Instituto de Ciências Biológicas,
Universidade de Brasília
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Consideradas por muitos anos apenas drogas de abuso, as substâncias psicodélicas tiveram seu consumo e sua pesquisa proibidos em vários países. Mas esses compostos voltaram a ser estudados recentemente, com resultados promissores sobre seu papel terapêutico.
Coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz, o infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha fala da necessidade de renovar as formas de enfrentar o mosquito e destaca abordagens promissoras para combater dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
O que aquela refeição que acaba queimada numa panela e o envelhecimento têm a ver? Ao longo da vida, nosso organismo também sofre uma ‘fervura’ silenciosa que pode causar várias doenças. Boa notícia: a ciência já é capaz de entender e diminuir essa ‘chama’.
Cientistas têm o dever de corrigir suas publicações sempre que necessário, mas essa prática ainda carrega um estigma. Aos poucos, essa cultura está mudando: as correções, principalmente, quando voluntárias e transparentes, estão sendo cada vez mais valorizadas
Os fenômenos do mundo macroscópico, em que vivemos, são bem diferentes daqueles que ocorrem com átomos e moléculas. Há uma sutil (e misteriosa) fronteira entre esses dois mundos, apresentada neste artigo, que comemora o Ano Internacional da Ciência e das Tecnologias Quânticas
Avaliações internacionais mostram que o conhecimento de matemática dos alunos brasileiros é baixíssimo no fim do ensino básico. Outro fato preocupante: as altas taxas de desistência nas graduações em matemática. Um novo exame pretende enfrentar o problema.
Seu prato de comida é bem mais do que aquilo que está nele. Ele reflete uma cadeia complexa de atividades – muitas delas, ainda prejudiciais para o meio ambiente. Mas a ciência, de forma interdisciplinar, já está mobilizada para resolver esses problemas.
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