A partir do entendimento do chamado ‘microquimerismo materno-fetal’, sabemos que células de outros vivem dentro de nós, o que desafia conceitos de identidade, saúde e conexão humana
A partir do entendimento do chamado ‘microquimerismo materno-fetal’, sabemos que células de outros vivem dentro de nós, o que desafia conceitos de identidade, saúde e conexão humana
CRÉDITO: WIKIMEDIA COMMONS
Há uns seis anos, apresentei breve palestra TED (Technology, Entertainment and Design) – apresentações curtas e impactantes que abordam uma ampla gama de tópicos, desde ciência e tecnologia até arte e design – abordando o tema ‘Por que sou quem eu sou?’. Na verdade, eu tinha essa pergunta desde a minha juventude.
Minha resposta realçou que eu sou o produto de meu genoma (DNA), interagindo intimamente com a sucessão de ambientes que experimentei durante minha vida. Na época, eu não enfatizei o impacto de outro elemento – de certa forma ambiental, mas também familial – que é o ‘microquimerismo materno-fetal’, hoje mais conhecido e bem delineado.
Sabemos ser possível fazer o diagnóstico laboratorial do sexo fetal antes do nascimento de uma criança com um simples teste que pesquisa, no sangue da gestante, a presença, ou não, do cromossomo sexual masculino Y. O bebê sendo homem, em seu DNA fetal livre, circulante no sangue materno, haverá evidências de marcadores genéticos do Y que começam a aparecer em pequenas quantidades após cinco semanas de gravidez.
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A cientista franco-polonesa, duas vezes ganhadora do prêmio Nobel e ícone da representação feminina na ciência, esteve no Brasil em 1926. Pesquisa mostra como a imprensa cobriu amplamente a agenda da pesquisadora e destaca a participação de lideranças do movimento feminista do país na organização da visita
Tabuleiros insistem em ser os protagonistas desta coluna. Desta vez, esses ambientes lúdicos sofrem uma ‘quebra’ proposital e, ao se juntarem a peças de dominós, revelam uma relação inesperada entre ferramentas matemáticas aparentemente distintas
Arquivos de Rosalind Franklin, cristalógrafa inglesa que contribuiu para desvendar a estrutura do DNA, trazem dados surpreendentes. Elucidar a verdadeira história das etapas que levaram a essa descoberta é fundamental para mostrar que o avanço científico vem de colaborações benéficas.
Vastas áreas do nosso genoma – que alguns chamam de ‘desconhecidoma’ – são constituídas de genes cuja função ainda é ignorada e que podem conter chaves para entender desordens do desenvolvimento, aparecimento de tumores, neurodegeneração e outros problemas de saúde.
Com uma injeção de nanopartículas lipídicas, obtidas a partir da técnica CRISPR-Cas9, já é possível tratar a hipercolesterolemia familiar – alteração genética transmitida por pai ou mãe que dificulta a eliminação do ‘mau colesterol’, cujo acúmulo no organismo causa doenças cardiovasculares.
O uso de mecanismos genômicos no tratamento das doenças de Alzheimer ou Parkinson pode produzir perspectivas terapêuticas importantes. Estudos recentes mostram que uma versão de um determinado gene pode conferir proteção contra essas enfermidades.
A interrupção espontânea da gravidez é o problema de origem genética mais comum entre os seres humanos. Tanto a idade precoce quanto a avançada da mulher têm um papel crucial no aborto natural, o qual resulta de anormalidades cromossômicas fetais.
Registros biológicos evolutivos permitem comprovar que todos os seres vivos da Terra derivam de um único ser vivo primordial, um ancestral comum universal que teria surgido há cerca de 4 bilhões de anos, resultando na diversificação e seleção de espécies.
O sequenciamento do chamado ‘exoma’ – parte do nosso DNA que tem relevância clínica por estar associado a mutações que provocam enfermidades – pode ajudar a descobrir as causas de grande número de distúrbios genéticos raros. A ferramenta já está disponível no Brasil.
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