CRÉDITO: ADOBE STOCK

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Desde que grandes surtos de ebola ganharam destaque internacional, especialmente durante as epidemias na África Ocidental na última década, pessoas se perguntam se esse vírus poderia se espalhar globalmente e causar uma pandemia, como vimos com o SARS-CoV-2 em 2020.
A resposta é que o risco de uma pandemia é baixo, uma vez que a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas. Essa característica reduz a capacidade de disseminação quando o comparamos com outros vírus, como o Influenza, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o próprio SARS-CoV-2, que podem ser transmitidos por gotículas ou aerossóis. Apesar disso, surtos de ebola podem atingir milhares de pessoas e são um problema de saúde pública pela gravidade da doença que esse vírus causa.
O ebola representa seis espécies de vírus diferentes, e quatro delas causam doenças em humanos. No organismo, o vírus ebola infecta e se multiplica inicialmente em células do sistema imune (macrófagos e células dendríticas, por exemplo). Isso leva ao desequilíbrio e à disfunção dessas células, interferindo nos mecanismos de defesa do hospedeiro e dificultando a ação de interferons, moléculas antivirais que o nosso corpo produz. Como consequência, uma grande quantidade de vírus é produzida rapidamente e se espalha por diferentes órgãos.
Os sintomas iniciais da infecção por ebola incluem febre, fadiga, dores musculares e de cabeça que podem evoluir para episódios de vômitos, diarreia, e até hemorragias intensas. Porém, embora alterações da coagulação sanguínea e lesões vasculares sejam frequentemente associadas à infecção por esse vírus, nem todos os pacientes apresentam quadro hemorrágico. A gravidade da doença é devido ao comprometimento do funcionamento de diferentes órgãos, somado à intensa inflamação sistêmica. Dependendo da espécie de ebola, a letalidade da doença varia entre 25 e 90%.
Durante muito tempo, o tratamento para infecção por ebola era direcionado aos sintomas, por meio de suporte clínico, como hidratação. Atualmente, terapias baseadas em anticorpos que neutralizam o vírus, aumentam as chances de sobrevivência quando administradas precocemente. Além disso, vacinas demonstraram alta eficácia na prevenção da infecção e têm sido utilizadas para controlar surtos, com a imunização de civis e profissionais de saúde na região. Vale ressaltar que essas terapias foram desenvolvidas contra espécies de ebola diferentes das que causam o surto observado atualmente na República Democrática do Congo e Uganda. Ainda assim, elas têm servido de base para o desenvolvimento de novas vacinas e tratamentos contra outros tipos de ebola, incluindo o responsável pelo surto atual.
Com essas novas terapias, o cenário atual é mais otimista quando comparado àquele observado há algumas décadas. Além do desenvolvimento de vacinas e tratamentos específicos, a otimização de sistemas de vigilância tornou possível responder mais rapidamente aos surtos. Assim, a ciência dispõe hoje de ferramentas capazes de reduzir significativamente o impacto dessa ameaça apesar de novos casos.
De volta à pergunta inicial, embora o ebola continue sendo uma ameaça importante à saúde pública, suas características de transmissão e os avanços recentes em prevenção, tratamento e vigilância tornam improvável que esse vírus provoque uma pandemia global semelhante a outras observadas ao longo da história.
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