Em uma reunião informal, alguém propõe um jogo simples de cara ou coroa. Pede que você escolha qual de duas sequências aparecerá primeiro. Sua intuição diz que ambas são igualmente prováveis. Mas o campo das probabilidades tem suas surpresas
Em uma reunião informal, alguém propõe um jogo simples de cara ou coroa. Pede que você escolha qual de duas sequências aparecerá primeiro. Sua intuição diz que ambas são igualmente prováveis. Mas o campo das probabilidades tem suas surpresas
CRÉDITO: ILUSTRAÇÃO MARCELO BADARI
Proponha a conhecidos o seguinte desafio: lançar uma moeda ‘honesta’ – isto é, cuja probabilidade de sair cara (C) ou coroa (K) a cada lançamento é a mesma, e os lançamentos são independentes –, até aparecer uma das duas sequências CCK ou KCC. Agora, pergunte: “Qual sequência aparecerá primeiro?”
À primeira vista, não parece haver vantagem de uma sobre a outra: é só uma troca na ordem das letras. Será? Calma. No campo das probabilidades – diferentemente do da geometria e aritmética elementar –, nossa intuição nem sempre é uma boa guia – afinal, lidamos com eventos aleatórios.
Vejamos. Como nossa moeda é honesta, o primeiro instinto seria enumerar as possibilidades e ver, em quantas sequências, CCK aparece antes de KCC. Mas… um problema técnico (e trabalhoso): talvez, tenhamos que fazer um número enorme de lançamentos, até que uma dessas trincas apareça.
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