Em geral, o campo dos estudos africanos no Brasil passou por um processo de dinamização no início do século 21, graças ao impulso gerado pela homologação da Lei n.o 10.639, de 2003. A obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana e afro-brasileira na educação no Brasil, uma demanda antiga de representantes do movimento negro no país, gerou inquietações e debates dentro e fora de espaços acadêmicos. Os anos 2000 foram marcados por esforços para a institucionalização de centros, grupos de trabalho e disciplinas obrigatórias de graduação e a realização de concursos dedicados à área, principalmente em história, em diferentes universidades brasileiras, que até então não tinham grande produção no campo.
Essa ampliação dos estudos africanos, ainda que nascida de contatos com a sociedade civil organizada e, portanto, dotada de certa vocação para o diálogo para além do mundo universitário, nem sempre alcança, em sua diversidade e sua complexidade, ambientes, eventos e publicações não acadêmicas. O livro do historiador Muryatan Santana Barbosa é mais um indício dos esforços para romper esse hiato que afeta negativamente a formação de professores da educação básica. Sua estrutura em formato de síntese e seu objetivo, declarado já no título, de constituir um relato academicamente relevante, mas também breve – e, acrescento, acessível a um público mais amplo –, garantem à obra o potencial de transitar entre públicos e espaços variados de construção de conhecimento.

Raissa Brescia
Instituto de História,
Universidade Federal do Rio de Janeiro
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