O uso recente de inteligência artificial para criar uma linhagem da bactéria E. coli capaz de operar maquinários celulares essenciais usando apenas 19 aminoácidos é um marco revolucionário na biologia sintética
O uso recente de inteligência artificial para criar uma linhagem da bactéria E. coli capaz de operar maquinários celulares essenciais usando apenas 19 aminoácidos é um marco revolucionário na biologia sintética
CRÉDITO: WIKIMEDIA COMMONS
Recentemente, houve enormes avanços em inteligência artificial (IA). Do ponto de vista da biologia molecular, um dos principais deles foi o desenvolvimento de uma IA que ‘escreve’ em código genético. A chamada Evo2 é um modelo capaz de ler, analisar e gerar sequências atômicas em escala genômica.
Treinada no DNA (9,3 bilhões de nucleotídeos) de mais de 128 mil genomas de diversas formas de vida – incluindo bactérias, arqueias, plantas, animais, humanos e outros eucariotas multicelulares –, a Evo2 pode identificar sequências genômicas de qualquer espécie. Desenvolvido por cientistas da NVIDIA e do Instituto ARC, esse novo modelo de IA foi publicado na Nature em março deste ano.
Embora quase toda a vida na Terra utilize o mesmo código genético de 20 aminoácidos, cientistas criaram, recentemente, uma linhagem de laboratório da bactéria Escherichia coli capaz de operar maquinários celulares essenciais usando apenas 19 aminoácidos.
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O garçom chega com seu café. Você abre as páginas de sua leitura favorita. A manhã parece perfeita. Mas... sua mesa está irritantemente bamba. O que fazer? Colocar um guardanapo dobrado para calçá-la? Trocar de lugar? Sugestão do dia: deixe a matemática te dar uma mãozinha
Arquivos de Rosalind Franklin, cristalógrafa inglesa que contribuiu para desvendar a estrutura do DNA, trazem dados surpreendentes. Elucidar a verdadeira história das etapas que levaram a essa descoberta é fundamental para mostrar que o avanço científico vem de colaborações benéficas.
Vastas áreas do nosso genoma – que alguns chamam de ‘desconhecidoma’ – são constituídas de genes cuja função ainda é ignorada e que podem conter chaves para entender desordens do desenvolvimento, aparecimento de tumores, neurodegeneração e outros problemas de saúde.
Com uma injeção de nanopartículas lipídicas, obtidas a partir da técnica CRISPR-Cas9, já é possível tratar a hipercolesterolemia familiar – alteração genética transmitida por pai ou mãe que dificulta a eliminação do ‘mau colesterol’, cujo acúmulo no organismo causa doenças cardiovasculares.
O uso de mecanismos genômicos no tratamento das doenças de Alzheimer ou Parkinson pode produzir perspectivas terapêuticas importantes. Estudos recentes mostram que uma versão de um determinado gene pode conferir proteção contra essas enfermidades.
A interrupção espontânea da gravidez é o problema de origem genética mais comum entre os seres humanos. Tanto a idade precoce quanto a avançada da mulher têm um papel crucial no aborto natural, o qual resulta de anormalidades cromossômicas fetais.
Registros biológicos evolutivos permitem comprovar que todos os seres vivos da Terra derivam de um único ser vivo primordial, um ancestral comum universal que teria surgido há cerca de 4 bilhões de anos, resultando na diversificação e seleção de espécies.
O sequenciamento do chamado ‘exoma’ – parte do nosso DNA que tem relevância clínica por estar associado a mutações que provocam enfermidades – pode ajudar a descobrir as causas de grande número de distúrbios genéticos raros. A ferramenta já está disponível no Brasil.
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