Um mundo feito de objetos, não de pixels

As imagens de sensoriamento remoto, compostas por pixels, limitam o reconhecimento dos objetos geográficos por elas representados, ao restringir sua caracterização a cores e tons, ignorando o contexto espacial.

 

As imagens de sensoriamento remoto são representações da superfície capazes de capturar o arranjo espacial da cobertura da Terra. Esse arranjo pode ser mais ou menos homogêneo, variando no espaço e no tempo com maior ou menor dinâmica.

Como as imagens são digitais, representam de forma discreta grandezas naturalmente contínuas, como o espaço e o tempo. A capacidade de se aproximar mais da realidade por meio do detalhamento dessas componentes define as resoluções espacial e temporal dessas imagens – em outras palavras, a possibilidade de se enxergar mais.

A forma pode ser o elemento mais facilmente identificado em algumas classes de objetos, como os pivôs centrais de agricultura.
Foto: Divulgação

Carla Madureira Cruz

Departamento de Geografia, Instituto de Geociências
Universidade Federal do Rio de Janeiro

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