Lagartos da Caatinga: Fundamentais para os ecossistemas e o nosso bem-estar

Departamento de Biologia Animal
Instituto de Biologia
Universidade Estadual de Campinas (SP)

A riqueza de répteis no Brasil é exuberante. E, quando o assunto são lagartos, o protagonismo vai quase exclusivamente para a Caatinga, região que abriga enorme diversidade desses animais, que têm função essencial para o bom funcionamento de ecossistemas e para o bem-estar dos humanos, por se alimentarem de insetos que são considerados pragas agrícolas e transmissores de doenças. Infelizmente, várias espécies de lagartos já constam na lista de animais ameaçados de extinção.  

Lagartos da Caatinga: da esquerda para direita, acima: calanguinho (Ameiva ameiva)_foto: Daniel Mesquita, calango-coral (Diploglossus lessonae)_foto: Leonardo Carvalho; papa-vento (Enyalius bribonii)_foto: Marco Freitas. Abaixo, da esquerda para a direita: lagarto-escrivão (Calyptommatus sinebrachiatus)_foto: Ricardo Marques, briba (Hemidactylus agrius) foto: Leonardo Carvalho e calango-liso (Brasilinciscus heathi)_foto: Daniel Mesquita

O Brasil se destaca mundialmente por ter níveis extraordinários de diversidade biológica. Acumula cerca de 20% das espécies conhecidas no planeta, o que inclui 9 mil espécies de vertebrados, 120 mil de invertebrados e 4 mil de plantas.

Também abriga duas áreas naturais de relevância biológica (hotspots), entre as 36 reconhecidas mundialmente. Isso faz do país região preferencial para pesquisa e conservação da diversidade biológica. Porém, nesses dois aspectos, mais atenção tem sido dada às florestas tropicais, como a Amazônia e a Mata Atlântica.

Apesar da enorme e indiscutível importância biológica das florestas tropicais brasileiras, as regiões naturais de paisagens abertas e secas compreendem cerca de 38% do território brasileiro. Essas áreas formam um corredor que inclui a Caatinga, que ocupa predominantemente o Nordeste; o Cerrado e Pantanal, no Brasil central; além do Chaco, entre a Bolívia e Argentina, mas com pequena área que invade o Mato Grosso do Sul (figura 1).

Apesar da enorme e indiscutível importância biológica das florestas tropicais brasileiras, as regiões naturais de paisagens abertas e secas compreendem cerca de 38% do território brasileiro

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